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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

VIDA


Ultimamente sinto-me cansada. Não consigo fazer nada do meu tempo de vida, resumindo-se, apenas, a uma coisa. Já me sinto tão stressada da rotina e tão saturada que não faz sentido o que faço ou tenho de fazer por obrigação. Será que fomos feitos para ser escravos do trabalho? o trabalho não deveria ser um prazer e os seus frutos a remuneração mensal! Daqui a uns anos que recordações terei eu do hoje? um acumular de dias iguais em que a preocupação é dormir porque estou cansada e levantar porque tenho um dia de trabalho pela frente? Este post é apenas para dizer a mim mesma e ao mundo que estou farta de viver pura e simplesmente para o trabalho, privando-me do que existe à minha volta: VIDA.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A vocês.....


Quando olho para trás, ficam apenas as memórias de bons momentos passados, as saudades das pessoas que conheci e com quem convivi, as saudades daqueles seres sensíveis que viviam dentro das suas próprias regras e princípios, as saudades dos espaços isolados mas cheios de vida. São apenas memórias que me recuso a apagar e difíceis de compartilhar com alguém. Nos dias mais sombrios ou mais alegres vêem até mim e, ora me deixam feliz, ora me deixam melancólica. É o meu passado e sem ele não existiria o presente nem o futuro.

A todos os que estiveram lá, tenho saudades vossas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Ainda não...

Ontem à noite, apeteceu-me pintar, com as poucas cores que tinha em casa e uma pequena tela, lá retomei as pinturas. Como estava condicionada, hoje, levantei-me cedo e decidi ir à Galeria comprar mais tintas e telas. Uma viagem em vão, não só não há muitas cores, como continuo à espera de telas desde Maio passado. Estou possessa. Percorri a cidade vizinha, mas em vão. Não há telas grandes em lado algum e o branco está esgotado.... Odeio quando não posso fazer o que quero no momento que quero....

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Máquinas


Há uns tempos, escrevi qualquer coisa sobre a minha relação com as máquinas, mas os momentos de vergonha vão sendo tão evidentes que imagino o que as pessoas, que não me conhecem, devem pensar. Na semana passada, ia a chegar a casa e não consegui abrir a porta da garagem. Depois de sentir vários olhares intrigados, acabei por optar por deixar o carro ao relento e tratar de mudar a pilha ao comando. Como normalmente, nem me dou ao trabalho de tentar resolver as coisas, encarrego alguém de o fazer, desta vez pensei que poderia resolver o problema e desmontei a minúscula máquina que mais parecia um pc para bebés. Desisti, claro está. Perguntei a algumas pessoas onde poderia comprar a pilha para o desobediente objecto. Num tempinho livre, percorri as ruas da cidade para tentar encontrar um relojoeiro que me disse que não era da pilha, mas falta de contacto. Deveria dirigir-me a técnicos de televisões que de certeza me resolveriam o assunto. Deixei passar mais uns dias, porque a preguiça é uma das minhas virtudes. Entretanto fui tentando, às vezes abria, outras não. Os vizinhos vinham sempre às janelas ver quem parava o carro, saía do carro e se punha a fazer malabarismo de braço esticado. Rapidamente me cansei de tal tarefa diária. Aproveitei a vinda de um amigo a casa, técnico de informática por sinal que desmontou a caixa, foi à garagem e não é que nada fez e aquilo funcionava? Decididamente, fiz a melhor escolha da minha vida em não ir para qualquer profissão que implique máquinas, senão estaria certamente no desemprego.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Médicos......

Há coisas que não lembram ao diabo. Hoje acordei cedíssimo, como é habitual, para ir trabalhar. Não sei porquê, mas fiquei mal humorada. Antes de regressar a casa, passei pelo Centro de Saúde para mostrar uns exames de rotina que tenho andado a fazer. O médico, muito simpático lá foi falando, falando, falando, percursos de vida, opções de vida, até que o ponto alto da conversa foi crises de idade. Aos 20 blablabla, aos 30 blablabla e aos 40 blablabla. Pensei logo, o homem pensa que está a fazer o meu retrato. Claro tinha de o contradizer em tudo ou brincar com a situação. Assim foi decorrendo a consulta, passando pelas viagens, a situação dele (casado, pai de filhos e costuma de viajar de autocaravana....). Entretanto oiço um ruído estridente. Parecia um pássaro, eu bem olhava para os vários sítios, mas não via nada. Estive mesmo para fazer um comentário qualquer, mas ainda bem que não o fiz. O Sr. vira-se para trás e atende o telefone. Foi aí que eu vi que aquele barulho era do seu telemóvel. Mais uns 15 minutos e eu a assistir a conversa com o Sr. do banco sobre amortizações e mudança de banco, por descontentamento..... Após o telefonema, lá voltou a falar do meu estado clínico e deu por terminada a consulta com aperto de mão. O certo é que eu saí da sala de atendimento com um sorriso de orelha a orelha e com pesos na consciência pelo tempo de duração da visita. Se eu desconfio dos médicos, é uma evidência, mas este apesar de tudo deixou-me intrigada. 1º fala-me em crises de meia idade, depois recomenda-me a vacina da gripe todos os anos e por fim, fala que se farta, mas sobretudo dele e dos seus. Será que as suas preocupações eram tantas que as projectou em mim!!!!!
Não importa muito a razão de ser do seu discurso ou do seu comportamento egocêntrico, a verdade é que saí de lá a rir, a fazer rir os outros e ainda por cima a falar sozinha......

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tempo!


Estranho é o ser humano. Estranhos são os caminhos que percorremos incessantemente. As transformações são tão pequenas que em grandes se transformam. Compreender a estranheza permite viajar por longos momentos descontínuos, tornando perceptível aquilo que fomos e o que somos na nossa essência. Reconhecer o ser estranho que nos habita é identificarmo-nos com o outro, compreendê-lo, sentirmo-nos mais próximos e tão distantes marcados pelo tempo.


Estranho é o ser humano que vai desabrochando com cada nascer do dia. Estranhos são os nossos passos guiados por direcções indefinidas, por paradoxais desejos, por evasões enganosas. Estranho é o ser humano!



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Recordações....


Há uns tempos que dou por mim a falar e a pensar em pessoas queridas, as quais já não vejo há muito tempo. Hoje, tive vontade de telefonar a uma delas. Apesar de terem passados anos, foi um prazer relembrar tempos em que compartilhavamos trabalho e vida pessoal. Foi delicioso. O sorriso foi nascendo nos nossos rostos progressivamente, seguidos de umas boas gargarlhadas, tendo como companhia a sua filhota que relembrava que eram horas de ir dormir. Os episódios guardados nos ficheiros da minha/nossa mente eram abordados com um conhecimento profundo, sem necessidade de omissões ou desvios de conversa. O sei olhar atento e compreensivo fazia a sua análise como se do meu olhar se tratasse. O companheirismo, a cumplicidade, o avontade premanecia tal como outrora acontecera.

Amei lembrar que estivesse presente na minha vida e sem nada fazermos, continuamos as mesmas tão próximas, embora tão distantes.

Aos bons momentos passados.....

bjs saudosos