
Enquanto lia "A fórmula de Deus" de José Rodrigues dos Santos, apareceu uma passagem que vai de encontro àquilo que eu sempre digo em relação a muita gente que me rodeia e, sem mais comentários, passo a citar:
«...Para nós, a morte não passa de uma abstracção. No entanto, eu preocupo-me com as minhas aulas e as minhas pesquisas, a tua mãe preocupa-se com a igreja e com as pessoas que vê a sofrerem no noticiário ou na novela, tu preocupas-te com o salário e com a mulher que já não tens e com papiros e estelas e outras relíquias cheias de irrelevâncias. "olhou, pela janela da cozinha, para os clientes de uma esplanda, lá em baixo, na Praça do Comércio. "Sabes, as pessoas passam pela vida como sonâmbulas, preocupam-se com o que não é importante, querem ter dinheiro e notariedade, invejam os outros e esmifram-se por coisas que não valem a pena. Levam vidas sem sentido. Limitam-se a dormir, a comer e a inventar problemas que as mantenham ocupadas. Privilegiam o acessório e esquecem o essencial. (...)»







